Oi gente! Hoje eu quero falar sobre um assunto que ganhou muito destaque no mês passado e acabou assustando muita gente: a esporotricose ou popularmente conhecida como "doença do gato". Meu intuito aqui é tentar quebrar alguns mitos que rondam sobre a doença e principalmente não tornar os nossos queridos felinos como vilões. Então senta aí e bora entender um pouco mais sobre essa patologia de pele.
A esporotricose é uma doença dermatológica que afeta cães, gatos e o homem, causada por um fungo ambiental chamado Sporothrix schenkii. Podemos encontra-lo no solo, em cascas de árvores, crescendo em plantas, em vegetais e materiais em decomposição, sendo ambientes quentes e úmidos, o local perfeito para o seu desenvolvimento. Logo, esse fator nos leva ao nosso querido estado do Rio de Janeiro que tem números alarmantes de contaminação da esporotricose, por ser um lugar que possui todas as características climáticas favoráveis para o desenvolvimento do fungo.
A infecção ocorre através de mordedura ou arranhadura de gatos contaminados, ou pelo contato da pele ou mucosa com as secreções das lesões. Cães também são acometidos, mas na espécie felina ela se manifesta com características diferentes dos outros animais. As lesões cutâneas geralmente envolvem região da cabeça, membros e base da cauda. São lesões ulcerosas, que não cicatrizam e que constantemente drenam uma secreção purulenta (lesões úmidas).
Para fazer um diagnóstico correto é preciso que o veterinário analise o histórico do paciente, faça um exame físico apurado e colete material a partir das lesões. Procure sempre um médico veterinário, pois ele é o profissional mais capacitado para ajudar seu amigo.
Eu vejo muitas pessoas comentando que não há tratamento para esta doença. Eu digo que quanto mais cedo você fizer algo, mais chances seu amiguinho tem de se curar. JAMAIS ABANDONE um animal com a esporotricose. Além de estar diminuindo suas chances, você estará contribuindo para que a doença se espalhe já que ela é altamente contagiosa. Um gatinho doente que foi abandonado, pode acabar brigando com outros da região e assim proliferar a doença naquela área. Lembre-se que arranhaduras e mordidas fazem parte da transmissão.
Uma coisa que pode ajudar muito no controle da doença, principalmente pra quem tem gatos e mora em casa é a castração. A castração é uma ótima medida de controle populacional e pode ajudar a deixar o seu gato mais caseiro, evitando assim as brigas, o que é uma grande causa para a transmissão da doença. E você humano se ficou doente, não se desespere e não se livre de seu bichinho. Procure um posto de saúde mais próximo e se informe sobre o tratamento.
E lembre-se: o gato não é o vilão.

Muito informativo Dra.
ResponderExcluirParabéns!
Obrigada! :)
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